Falta um pouco mais de 1 semana para a minha viagem e todos as coisas tem cooperado até aqui para o meu bem. Falta pouco para eu completar meu sustento, as passagens já estão compradas e o visto quase saindo. Às vezes parece que é mentira que todas as coisas difíceis foram resolvidas. Apesar da parte financeira ser fundamental para eu me manter lá, quero refletir sobre outra coisa.
Eu e meus amigos estamos indo para um país castigado pela guerra civil que durou até poucos anos atrás. Além disso, a economia de lá é péssima e por isso as pessoas são tão miseráveis. Nós reclamamos da corrupção no Brasil, mas a corrupção em Angola é 10 vezes pior. Não poderia esquecer também das várias doenças que consomem a população como a AIDS, Malária, Cólera, Febre Amarela etc. Diante disso tudo e muito mais, nós enxergamos esperança e transformação para essa nação.
Nossa declaração de visão é : "Trabalhar pela reconstrução de Angola através da consolidação de um movimento espiritual liderado por estudantes angolanos". Os estudantes do Movimento Estudantil Alfa e Ômega, iniciado lá em 2009, estão super empolgados com a nossa chegada e vamos oferecer a eles todas as ferramentas necessárias para que um movimento espiritual se consolide e através da vida deles, os futuros líderes da nação, Angola seja transformada.
Castro Alves, poeta consagrado pelos escravos negros, tem uma poesia que se chama Vozes D'África, que termina assim:
"Cristo! embalde morreste sobre um monte
Teu sangue não lavou de minha fronte
A mancha original.
Ainda hoje são, por fado adverso,
Meus filhos - alimária do universo,
Eu - pasto universal...
Hoje em meu sangue a América se nutre
Condor que transforma-se em abutre,
Ave da escravidão,
Ela juntou-se às mais...irmã traidora
Qual de José os vis irmãos outrora
Vendem seu irmão.
Basta, Senhor! De teu potente braço
Role através dos astros e do espaço
Perdão pr'a os crimes meus!
Há dois mil anos eu soluço um grito...
escuta o brado meu lá no infinito,
Meu Deus! Senhor, meu Deus!!... "
Nós somos a geração que responde a Castro Alves. Respondemos que o Cristo que um dia morreu no monte lavou sim a mancha original de todos aqueles que creem nEle e o recebem; que nós, latino-americanos, somos seus irmãos e não os trairemos, mas levaremos justiça; e que Deus não quer puni-los, mas salvá-los, cessando com os gritos ecoados por todos esses anos.
Surgirá luz do meio do caos!
Eu creio nisso!
21 de dezembro de 2010
3 de dezembro de 2010
Preparativos para Angola - parte I
Nos últimos meses minha fé ficou mais "sarada" (hehe) e vou relatar um pouquinho disso nos próximos dias.
No SETREL (Seminário de Treinamento de Líderes) Campo Grande, em setembro, Deus me desafiou a ir ao Projeto Angola em janeiro de 2011, um dos projetos missionários do Alfa e Ômega. De início, eu resisti um pouco, afinal, esse Projeto custa $3.000. Além disso, meu pai que mora em Natal se casaria em fevereiro. Pensei em ir para o Projeto Sertão que é muito mais perto de Natal e muito mais barato também. Dessa forma, juntaria o últil ao agradável.
Lá no SETREL pude ouvir uma palavra desafiadora da Liege, uma missionária do AeO, que disse para nós não desconfiarmos da fidelidade de Deus e para não deixarmos de ir nos Projetos por causa do dinheiro. Pude refletir e perceber que, lá no fundinho, eu não tinha optado por Angola por causa do grande desafio de levantar $3.000, aproximadamente, R$5.100.
No meu ativismo e medo desenfreados, antes mesmo de me inscrever no Projeto, fiz muitas cartinhas que explicavam a nossa visão e saí distribuindo para todos os meus conhecidos possíveis. Eu pensava..."Para conseguir esse valor, preciso entregar minha cartinha para X pessoas, senão, matematicamente, será impossível conseguir esse valor. Preciso correr". Além disso, coloquei meu currículo em várias lojas para trabalhar no Natal.
Como é fácil esquecer que Deus não funciona de acordo com a nossa lógica e a nossa matemática. Apesar de o meu currículo ser bom, nenhuma das 15 lojas onde pus meu currículo me chamaram para trabalhar. Deus fez questão de me dizer que eu não precisaria de esforços humanos para conseguir o sustento e que eu precisava olhar para alguns caras da Bíblia e aprender mais sobre fé, oração e ação.
Em um dos meus discipulados, estudei sobre Neemias e vi como precisava imitá-lo. Neemias, ao ver que seu povo estava num momento difícil, orou; teve fé que Deus os abençoaria, se eles O buscassem; e agiu, indo até sua cidade natal para reconstruir os muros. Olhando para ele, percebi que tendo a agir demais e orar de menos.
Passei a depositar minhas orações, aflições e medos diante de Deus e a agir segundo os seus propósitos. O desespero que antes tomava conta do meu coração se transformou em paz e confiança. Fico impressionada ao ver como o sustento está chegando de uma forma surreal. Uma vez até falei para Deus: "Mas Deus...eu nem estou fazendo nada. Como pode o sustento estar chegando?" Hahaha. Imagino Deus com um sorrisinho de lado vendo o tamaninho da minha fé.
Algo que me marcou muito foi o Congresso de Mocidade Presbiteriana que aconteceu em novembro, onde me deram a oportunidade de compartilhar sobre o Projeto. Fiquei tão feliz ao ver pessoas me procurando para saber mais sobre o Alfa e Ômega, para ofertar, para dizer que iriam orar por mim e me ajudar. Eu realmente fiquei pasma com tamanho acolhimento e preocupação.
Olhando pra mim hoje, não sei como posso estar tão tranquila às vésperas da minha viagem e com uma grande quantia ainda faltando. Mas sabe...o meu coração está cheinho de confiança dada pelo próprio Deus. Afinal, o que são $3.000 para Ele. Nada! Foi Ele quem me chamou. Não preciso duvidar da sua fidelidade.
No SETREL (Seminário de Treinamento de Líderes) Campo Grande, em setembro, Deus me desafiou a ir ao Projeto Angola em janeiro de 2011, um dos projetos missionários do Alfa e Ômega. De início, eu resisti um pouco, afinal, esse Projeto custa $3.000. Além disso, meu pai que mora em Natal se casaria em fevereiro. Pensei em ir para o Projeto Sertão que é muito mais perto de Natal e muito mais barato também. Dessa forma, juntaria o últil ao agradável.
Lá no SETREL pude ouvir uma palavra desafiadora da Liege, uma missionária do AeO, que disse para nós não desconfiarmos da fidelidade de Deus e para não deixarmos de ir nos Projetos por causa do dinheiro. Pude refletir e perceber que, lá no fundinho, eu não tinha optado por Angola por causa do grande desafio de levantar $3.000, aproximadamente, R$5.100.
No meu ativismo e medo desenfreados, antes mesmo de me inscrever no Projeto, fiz muitas cartinhas que explicavam a nossa visão e saí distribuindo para todos os meus conhecidos possíveis. Eu pensava..."Para conseguir esse valor, preciso entregar minha cartinha para X pessoas, senão, matematicamente, será impossível conseguir esse valor. Preciso correr". Além disso, coloquei meu currículo em várias lojas para trabalhar no Natal.
Como é fácil esquecer que Deus não funciona de acordo com a nossa lógica e a nossa matemática. Apesar de o meu currículo ser bom, nenhuma das 15 lojas onde pus meu currículo me chamaram para trabalhar. Deus fez questão de me dizer que eu não precisaria de esforços humanos para conseguir o sustento e que eu precisava olhar para alguns caras da Bíblia e aprender mais sobre fé, oração e ação.
Em um dos meus discipulados, estudei sobre Neemias e vi como precisava imitá-lo. Neemias, ao ver que seu povo estava num momento difícil, orou; teve fé que Deus os abençoaria, se eles O buscassem; e agiu, indo até sua cidade natal para reconstruir os muros. Olhando para ele, percebi que tendo a agir demais e orar de menos.
Passei a depositar minhas orações, aflições e medos diante de Deus e a agir segundo os seus propósitos. O desespero que antes tomava conta do meu coração se transformou em paz e confiança. Fico impressionada ao ver como o sustento está chegando de uma forma surreal. Uma vez até falei para Deus: "Mas Deus...eu nem estou fazendo nada. Como pode o sustento estar chegando?" Hahaha. Imagino Deus com um sorrisinho de lado vendo o tamaninho da minha fé.
Algo que me marcou muito foi o Congresso de Mocidade Presbiteriana que aconteceu em novembro, onde me deram a oportunidade de compartilhar sobre o Projeto. Fiquei tão feliz ao ver pessoas me procurando para saber mais sobre o Alfa e Ômega, para ofertar, para dizer que iriam orar por mim e me ajudar. Eu realmente fiquei pasma com tamanho acolhimento e preocupação.
Olhando pra mim hoje, não sei como posso estar tão tranquila às vésperas da minha viagem e com uma grande quantia ainda faltando. Mas sabe...o meu coração está cheinho de confiança dada pelo próprio Deus. Afinal, o que são $3.000 para Ele. Nada! Foi Ele quem me chamou. Não preciso duvidar da sua fidelidade.
23 de novembro de 2010
Amizades Espirituais

Earl C. Willer conta a história de Jim e Phillip, dois meninos que cresceram juntos e se tornaram melhores amigos. Atravessaram a adolescência e a juventude juntos, e depois de formados na universidade decidiram ser tornar marines, os fuzileiros navais norte-americanos. Pro uma casualidade rara, foram enviados para a Alemanha e lutaram lado a lado em uma das mais cruéis batalhas da Segunda Guerra Mundial. No meio da batalha, sob fogo cruzado, explosões e muitas perdas, receberam ordem do comandante para que recuassem. Enquanto corriam em fuga, Jim percebeu que Phillip não estavam com os que voltavam. Entrou em pânico, pois sabia que se Phillip não retornasse em um dois minutos, provavelmente nunca mais o faria. Pediu ao comandante para que o deixasse voltar para buscar o amigo, mas não obteve permissão, sob a justificativa de que seria suicídio.

Arriscando a própria vida, Jim desobedeceu à ordem e voltou ao encontro de Phillip. Com o coração quase explodindo e sem fôlego, sumiu entre a fumaça, gritando pelo nome do amigo. Poucos instantes depois, tinha o amigo ferido nos braços, e tudo quanto conseguiu foi presenciar o último suspiro de vida de Phillip.
Ao regressar para juntar-se aos outros soldados, o comandante estava aos berros. Dizia que aquele fora um ato impensado, tolo, inconseqüente e inútil. “Seu amigo estava morto, e não havia nada que você pudesse fazer.” ”O Senhor está errado”, replicou Jim. “Cheguei a tempo. Antes de morrer, suas ultimas palavras foram: ‘Eu sabia que você viria’”.Esta
história pequena e verídica, registrada por John Maxwell em seu livro “The theasure of a friend”, conduziu-me a muitas reflexões a respeito da amizade genuína e despertou em mim alguns sentimentos extraordinários. Vivemos a era da tecnologia, em que o valor de todas as coisas deriva de sua funcionalidade e eficiência. Tudo ao nosso redor vai aos poucos se tornando maquina de manipulação a serviço de nosso conforto e conveniência. Experimentamos um tipo
de tecnostress, tentando equilibrar uma parafernália eletrônica que nos oprime com sues botões e suas falsas promessas de facilitação e simplificação da vida.A maneira que nos relacionamos com os objetos é transferida para as pessoas. Organizamos a agenda como quem ajeita um painel de controle, colocando cada pessoa num lugar de fácil acesso, do outro lado de um botão de celular ou a alcance da mão, na exata distância entre o mouse e a remessa do e-mail. Pessoas que acionamos quando bem desejamos ou dela necessitamos. Pessoas que se tornam biotecnoparafernálias com a missão literal de funcionar para nos suprir e servir.
Talvez de tão acostumados a interagir com secretárias eletrônicas já não saibamos o que fazer, com que tom falar, com que dosagem de afetividade temperar a fala quando alguém de carne que osso nos atende. E assim vamos tocando os dias: maridos usando esposas, filhos usando pais, patrões usando funcionários, pastores usando seus rebanhos, empreendedores usando seus clientes, numa fila interminável de relacionamentos utilitaristas, que acontecem dinâmica de um vice-versa sem fim.
Com isso, perdemos a capacidade de estar ao lado desinteressadamente mesmo quando a única coisa que se pode fazer é estar ao lado. Manipuladores de máquinas, formos mordidos pelo vírus da onipotência que a tudo pretende fazer funcionar, e já não admitimos que há momentos na vida dos quando tudo o que podemos fazer é estar ao lado e ouvir: ”Eu sabia que você vivia”.

Larry Crabb fala sobre a comunidade como “o lugar mais seguro da Terra”, e diz que nos tornamos consertadores – não podemos suportar um problema a respeito do qual nada podemos fazer. Nossa preocupação é melhorar as coisas. Ouvimos desabafos e confissões entre lágrimas e os rotulamos como se fossem problemas a resolver. Ocupamo-nos em diagnosticar, abrimos nossas maletas de frases feitas e chavões como quem saca ferramentas, tecnobisturis para consertar tecnopessoas que recebemos não para abraçar, mas para estender sobre o balcão da pseudo-oficina psico-espiritual.
Chega de campanhas políticas, apelos institucionais, convocações para a “obra do Senhor”, atividades religiosas e frenesi expansionista. Já é hora de pagar o preço, qualquer que seja ele, diz Crabb, de fazer parte de uma comunidade espiritual, e não uma organização eclesiástica. Já é hora de nos lembrarmos que “não sois máquinas, homens é que sois”, como profetizou a pedra chamada Chaplin. Quero amigos. Amigos que voltem ao de batalha e arrisquem a vida por mim. Amigos que voltem ao campo de batalha e arrisquem a vida por mim. Amigos que me tomem nos braços, ainda que seja quase tarde. E quero viver a altura de cada um deles.

Ed Rene Kivitz
1 de novembro de 2010
Homenagem à vovó
Geralmente, as pessoas fazem homenagens para as outras somente após a morte delas. Mas eu não quero que isso aconteça com a minha avó. Longe de mim achar que ela está próxima da mesma, mas gostaria de fazer isso enquanto há tempo.
Vovó Luiza...é assim nós a chamamos!
Mas quando ela nos pergunta, temos que dizer que nós, netos, somos "lindas(os) da vovó".
Mesmo que agora ela ache que só o Vinícius, neto mais novo (9 anos), seja seu lindo, todas nós somos também!
Luiza Botelho Louro, 84 anos de pura sabedoria e vitalidade.
Quem acha que ela está velha, está enganado. A surdez é o único sinal de que a idade chegou. Fora isso, é um "broto", como ela diz pra gente.
A minha avó cresceu em lar humilde, na roça, mas desde criança foi ensinada a buscar a Deus e seus princípios. Ela e meu avô passaram isso para minha mãe e hoje estou aqui também, conhecendo o melhor de todos os caras: Jesus.
A minha avó troca os nomes de todo mundo, os nomes de mercado, os nomes de carro, mas ela nunca esquece das coisas importantes. Ela sempre quer passar pra todo mundo tudo o que ela acha edificante. Ela estuda dia e noite a Bíblia, faz resumos, tira xerox do que ela acha legal e entrega pras pessoas.
Tá certo que, por conta de sua hitória, ela tenha opiniões bem fortes e definidas parecendo ser meio durona, mas também tem um coração de ouro e, às vezes, até mole que é capaz de dar a roupa do corpo pra ajudar qualquer um.
Foi ela quem me ensinou a comer farofa de couve, de cebola e de tanajura. Foi ela quem não me deixou comer presunto e pizzas cheias de ketchup e nem beber tanto Nescau e refrigerante. Segundo ela, tudo isso é "porrrrrrcaria" e essas "tintas" (molhos de todos os tipos) não fazem bem pra ninguém, rs.
Além de cozinhar, ela faz cachecóis maravilhosos, croché, tricô, escreve, lê, tem uma ótima memória e, por isso, gosta de contar muitas histórias. Se algum dia você vier à minha casa, arranje tempo para ouvir pelo menos uma história dela. Ela não se cansa, acredite. Uma hitória puxa mil outras.
A minha avó sempre quer o nosso bem e ver o legado que ela deixou é fascinante. Não sei se ela tem consciência disso, mas, se eu estivesse no lugar dela, teria muito orgulho da vida que ela construiu e da educação que ela deu pras suas filhas e netos.
Vamos ver até quando ela vai construir coisas importantes e eternas. Agora, vamos continuar curtindo as tagarelices da D. Luiza. Há pelo menos 20 anos, ela diz que vai morrer logo logo, mas eu acredito que ela ainda vai chegar aos 100!
26 de outubro de 2010
De quando te achei
Encontro - Maria Gadú
Sai de si,
Vem curar teu mal,
Te transbordo em som,
Põe juízo em mim.
Teu olhar me tirou daqui,
Ampliou meu ser,
quero um pouco mais,
não tudo...
Pra gente não perder a graça no escuro.
No fundo...
Pode ser até pouquinho, sendo só pra mim
Sim.
Olhe só como a noite
Cresce em glória
E a distância traz nosso amanhecer.
Deixa estar que o que for pra ser vigora.
Eu sou tão feliz,
Vamos dividir
Os sonhos...
Que podem transformar o rumo da história.
Vem logo...
Que o tempo voa como eu,
Quando penso em
Você.
20 de setembro de 2010
Atada
15 de agosto de 2010
Sensações

Vc já parou pra pensar nas sensações que vc tem sobre a vida, sobre o seu cachorro, a sua mãe, um amigo etc?
Um dia desses estava me lembrando de uma viagem que fiz em 2009 para Fortaleza e é impressionante como a medida que lembrava de pessoas, situações, objetos, eu conseguia ter a exata sensação que tive naquele ano. Lembrei de como o meu coração ardia por querer levar uma solução de vida para pessoas, de como eu curti algumas tardes com amigas na piscina ou, simplesmente, da cama torta que dormi durante 1 mês.
Enquanto minha mente passeava pelo solo cearense, o que mais me chamou atenção não foram só as situações, os objetos e pessoas, mas a sensação que a minha mente teve de todas aquelas coisas. Percebi isso também ao olhar um casal de amigos que casou e que é tão fofo que gera uma sensação boa por dentro.
Fiquei pensando, pensando e acho que posso afirmar uma coisa: as nossas sensações nos movem (ou nao, rs). Enfim, as nossas sensações nos fazem ter uma dimensão da vida e essa dimensão, consequentemente, nos leva a ter ou não determinadas atitudes.
Muitas coisas que geravam um calorzinho gostoso no meu coração em 2009 esfriaram um pouco ao longo desse mesmo ano e essa falta de sensação ou a presença de uma nova sensação me fez ficar um pouco paralisada, por exemplo.
Mas sabe...pensando mais um pouco...acho que posso afirmar mais uma coisa: muitas dessas sensações (senão todas) são sensações que podemos decidir sentir .
Por que o meu coração não pode mais sentir um calorzinho ao ver uma pessoa precisando de ajuda? Talvez porque eu tenha decidido ocupar a minha agenda com coisas voltadas pro meu próprio crescimento me impedindo de ver a necessidade das pessoas à minha volta.
Por que eu entro em crise com a minha Faculdade? Talvez porque eu tenha decidido esquecer o presente que é estudar numa faculdade como a minha e como eu posso fazer coisas grandes lá, mesmo que o meu curso não me anime tanto.
Por que?
Eu quero decidir lembrar de cada sensação boa gerada no meu coração pelas pessoas, pelo mundo, pela vida. Eu não quero que a minha vida diminua as suas dimensões, mas quero que ela aumente.
Eu decido sentir amor, sentir compaixão, sentir solidariedade. Do contrário, seria impossível amar alguém que me faz mal; sair do conforto da minha casa, ir para outro lugar com a simples esperança de ver alguém conhecendo Jesus; terminar uma faculdade tão pouco valorizada; deixar de olhar os meus interesses para olhar os interesses das outras pessoas; ultrapassar um sistema tão humilhante e limitador que rege a sociedade.
Qual é a sua sensação? Qual a sensação que vc decide ter?
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