Por mais que o escarnecer seja a primeira reação,
A mensagem da cruz é a das que mais se questiona.
Quando a minha alienação se foi,
O desespero trouxe Ele a minha porta.
Não mais eu era tão forte,
Nem tão pouco suficiente.
Agora, a consciência da minha miserabilidade
Era nítida,
Insuportável.
Poder de ressuscitar?
Poder de me transformar?
Faça-me o favor!
Que coisa brega.
Não havia mais nada.
Nada que fosse tão louco.
Nada que fizesse tanto sentido.
Nada que pudesse me completar,
Como Ele me completou.
Ele realmente existe.
Não há nada que possa contê-lo.
Muito menos a religião.
Ele é a superação de tudo o que há.
Nada parecido já pisou neste mundo.
E eu achando que posso defini-lo.
Que inocência...
O mistério não subsiste por definição
E não pode ser compreendido por mente humana.
Câmbio, desligo.
30 de abril de 2012
2 de abril de 2012
Ócio
Em meio a tantas imagens e palavras, a tanto marketing, Você, por alguns segundos, parece estar longe desse mundo e longe da minha alma.
Diante do excesso, da superficialidade, do comum, minha cabeça dói e meus olhos se cansam. A inércia e a ânsia da revolução parecem lutar pelo mesmo espaço impossível. Escrever é o vício que alivia.
Quero uma luz e o horizonte. Quero a cruz e o mistério. Quero a plenitude.
17 de fevereiro de 2012
Desfazendo a pose
É tão difícil aceitar a diferença. O preconceito e o instinto de condenar também são frutos do pecado original. Quando nos rebelamos contra Deus e tomamos o seu lugar lá no Éden, assumimos também a cadeira de juiz, que era dele.
Desde então, temos construído um mundo cheio de violência, intolerância, frieza, porque não conseguimos aceitar que alguém pense diferente de nós. Enchemos os nossos peitos e dizemos para o outro: “Você é louco? O que é isso que você está fazendo? O que é isso que você disse? Que absurdo você acreditar nisso!"
Meu Deus! Como isto é chato! Como isto é insuportável! Mais insuportável ainda é saber que eu sou assim, que todos somos, que em algum momento fomos. Que aterrorizante! Que dor. Nós estabelecemos um padrão, nos colocamos acima dos outros e, por fim, condenamos e lançamos o nosso jugo.
É tênue a linha entre defendermos nossas convicções e desrespeitarmos a opinião alheia. Como é incômodo ser contrariado, ser confrontado, questionado. Mentalmente, selecionamos ferramentas que justifiquem nossa fala para que não nos sintamos desconfortáveis ou inferiores. É isso! Sempre queremos justificar as coisas na tentativa de sermos superiores e mantermos certa pose.
Como somos bobos! Como somos pequenos! Que haja tempo de andarmos na contramão da nossa natureza! Que haja tempo de amarmos, de respeitarmos, de sermos humildes.
“Eu vivo certo na contramão do meu desejo equivocado
Passei no meio da confusão andando sempre orientado
Eu não pedalo sozinho, não
Quem foi que disse que eu controlo o meu guidom?
Quem em guia é quem me fez.”
(Guidom – Crombie)
Desde então, temos construído um mundo cheio de violência, intolerância, frieza, porque não conseguimos aceitar que alguém pense diferente de nós. Enchemos os nossos peitos e dizemos para o outro: “Você é louco? O que é isso que você está fazendo? O que é isso que você disse? Que absurdo você acreditar nisso!"
Meu Deus! Como isto é chato! Como isto é insuportável! Mais insuportável ainda é saber que eu sou assim, que todos somos, que em algum momento fomos. Que aterrorizante! Que dor. Nós estabelecemos um padrão, nos colocamos acima dos outros e, por fim, condenamos e lançamos o nosso jugo.
É tênue a linha entre defendermos nossas convicções e desrespeitarmos a opinião alheia. Como é incômodo ser contrariado, ser confrontado, questionado. Mentalmente, selecionamos ferramentas que justifiquem nossa fala para que não nos sintamos desconfortáveis ou inferiores. É isso! Sempre queremos justificar as coisas na tentativa de sermos superiores e mantermos certa pose.
Como somos bobos! Como somos pequenos! Que haja tempo de andarmos na contramão da nossa natureza! Que haja tempo de amarmos, de respeitarmos, de sermos humildes.
“Eu vivo certo na contramão do meu desejo equivocado
Passei no meio da confusão andando sempre orientado
Eu não pedalo sozinho, não
Quem foi que disse que eu controlo o meu guidom?
Quem em guia é quem me fez.”
(Guidom – Crombie)
8 de dezembro de 2011
Choro de uma noite
Aqui, bem aqui,
Nesse lugar escuro, suspenso,
Que só eu conheço,
Flutuam loucuras.
Loucuras humanas.
Lágrimas sem sentido,
Risos amedrontados,
Um olhar infinito,
Olhar vazio.
Uma grande energia é liberada
Energia amordaçada,
Desconhecida.
Catarse.
Tudo está rodando.
Parece que a escuridão me consumirá.
Mas o sono chega,
Alivia a minha alma
Do ônus de viver.
Nesse lugar escuro, suspenso,
Que só eu conheço,
Flutuam loucuras.
Loucuras humanas.
Lágrimas sem sentido,
Risos amedrontados,
Um olhar infinito,
Olhar vazio.
Uma grande energia é liberada
Energia amordaçada,
Desconhecida.
Catarse.
Tudo está rodando.
Parece que a escuridão me consumirá.
Mas o sono chega,
Alivia a minha alma
Do ônus de viver.
29 de novembro de 2011
Outrocentrismo amoroso
Medo de acontecer o não previsto, de investir no vazio ou na tragédia, de todos os turbilhões bagunçarem minhas flores. Essas flores tão doces e preciosas. Ainda bem que não existe a possibilidade de saber o futuro. A vida seria mais tola e mais sem sentido do que é. O que mais resta, senão viver? Pagar o preço. Arriscar.
Uma vez ouvi: “O perfeito amor, lança fora todo medo.” Amar é sempre a melhor saída. Mas amar a coisa certa é que é a questão. Se eu me amar mais, o medo continua. O medo é o meu egoísmo. Preciso amar mais o outro. Isso me faz viver sem certeza, sem mérito.
E é assim que o amor se aperfeiçoa.

19 de outubro de 2011
15 de agosto de 2011
No matter
Minha alma luta contra a paralisia. Paralisia que ata aos poucos, que leva os pensamentos para o céu, para o mar, ou mesmo para a morte da bezerra. Leva para fugir. Fugir do que é difícil de pensar, do que cansa, do que faz o corpo querer sentar.
Acho que essa é a primeira ferramenta que o cérebro usa para nos deixar mais sãos, mas também mais alienados. Pensar exige gasto, desejo, força e, vamos combinar, a vida já nos exige muito de tudo isso.
Como sou frágil, pequena, instável. Como a vida é doce e amarga ao mesmo tempo. Será que sempre farei isso? Justificarei meu fracasso por conta do lado escuro da vida? Minha alma luta contra a paralisia.
Todos os dias, preciso da luz que me faz pensar..."Quer saber...no matter". Não importa se eu tenho muitos problemas, se eu não agrado alguém ou se tenho muitas coisas ruins dentro de mim ainda. Eu sempre vou ter a escolha.
A escolha de plantar minha semente, de trilhar o caminho da justiça (por mais estreito que ele seja) e de amar. Amar é tão banal e tão difícil. Amar me constrange porque, quando olho para o Mestre, me vejo estéril desse sentimento.
Mas quer saber...no matter. Eu tenho a escolha de amar, eu tenho O exemplo. Todas as vezes que não amei, que estive estéril, foi porque escolhi estar. Escolho amar, por mais que muitas das tentativas sejam falhas, continuo escolhendo o amor.
Prefiro ser louca como os grandes homens que já existiram, afinal, há loucuras que são inconcebíveis para o mundo. Serei louca, escolherei, agirei, transformarei. Quero que a sanidade e sua suposta segurança, apoiada num tronco que se chama alienação, seja banida do mundo. Quero ver as salas de aula, repartições públicas e hospitais cheios de pessoas loucas, mas vivas, mas livres, dizendo "No matter!".
Acho que essa é a primeira ferramenta que o cérebro usa para nos deixar mais sãos, mas também mais alienados. Pensar exige gasto, desejo, força e, vamos combinar, a vida já nos exige muito de tudo isso.
Como sou frágil, pequena, instável. Como a vida é doce e amarga ao mesmo tempo. Será que sempre farei isso? Justificarei meu fracasso por conta do lado escuro da vida? Minha alma luta contra a paralisia.
Todos os dias, preciso da luz que me faz pensar..."Quer saber...no matter". Não importa se eu tenho muitos problemas, se eu não agrado alguém ou se tenho muitas coisas ruins dentro de mim ainda. Eu sempre vou ter a escolha.
A escolha de plantar minha semente, de trilhar o caminho da justiça (por mais estreito que ele seja) e de amar. Amar é tão banal e tão difícil. Amar me constrange porque, quando olho para o Mestre, me vejo estéril desse sentimento.
Mas quer saber...no matter. Eu tenho a escolha de amar, eu tenho O exemplo. Todas as vezes que não amei, que estive estéril, foi porque escolhi estar. Escolho amar, por mais que muitas das tentativas sejam falhas, continuo escolhendo o amor.
Prefiro ser louca como os grandes homens que já existiram, afinal, há loucuras que são inconcebíveis para o mundo. Serei louca, escolherei, agirei, transformarei. Quero que a sanidade e sua suposta segurança, apoiada num tronco que se chama alienação, seja banida do mundo. Quero ver as salas de aula, repartições públicas e hospitais cheios de pessoas loucas, mas vivas, mas livres, dizendo "No matter!".
10 de agosto de 2011
É de coração
Podemos ver Você neste momento.
Em cada riso, em cada memória, em cada lágrima.
Por meio de Você,
Nossas fronteiras se alargaram.
Por sua ajuda, conseguimos amar as letras.
Nossa música, nosso canudo, nosso brado
É seu, somente seu.
Receba esta glória de nossa carne.
Essa carne que Você escolheu
Para ser sua casa.
A palavra sôfrega esforça-se,
Mas Você é maior do que qualquer palavra
Que possa nos coisificar.
Você é, nós não somos.
Mas com Você, nós somos.
O Seu amor incondicional
Levou embora o nosso vazio.
E este sentido é a nossa motivação
Para ensinar vida
E vida em abundância.
Em cada riso, em cada memória, em cada lágrima.
Por meio de Você,
Nossas fronteiras se alargaram.
Por sua ajuda, conseguimos amar as letras.
Nossa música, nosso canudo, nosso brado
É seu, somente seu.
Receba esta glória de nossa carne.
Essa carne que Você escolheu
Para ser sua casa.
A palavra sôfrega esforça-se,
Mas Você é maior do que qualquer palavra
Que possa nos coisificar.
Você é, nós não somos.
Mas com Você, nós somos.
O Seu amor incondicional
Levou embora o nosso vazio.
E este sentido é a nossa motivação
Para ensinar vida
E vida em abundância.
19 de julho de 2011
Casa - Palavrantiga
Deus preferiu essa carne.
Não quis os templos
que eu posso construir
com minhas mãos.
Me fez casa,
eu sou morada,
lugar de Deus
que não está lá fora,
mas sim mora dentro de mim.
Abri a porta. Ele entrou em casa.
Estou em obras.
Essa morada um dia será perfeição!
A minha janela são estes olhos que brilham.
Uma coisa ela mostra,
quem a ilumina é o meu Amado,
mudando as coisas de lugar
dentro de mim, dentro de mim.
Eu sou casa,
lugar de Deus.
Ele habita em mim.
Lá fora é frio,
lá fora é medo.
É alto de monte.
Deserto.
Um vazio.
Morando em mim Tu me aqueces.
Me ensina a ser livre.
Santo Espírito me enche de alegria
Não quis os templos
que eu posso construir
com minhas mãos.
Me fez casa,
eu sou morada,
lugar de Deus
que não está lá fora,
mas sim mora dentro de mim.
Abri a porta. Ele entrou em casa.
Estou em obras.
Essa morada um dia será perfeição!
A minha janela são estes olhos que brilham.
Uma coisa ela mostra,
quem a ilumina é o meu Amado,
mudando as coisas de lugar
dentro de mim, dentro de mim.
Eu sou casa,
lugar de Deus.
Ele habita em mim.
Lá fora é frio,
lá fora é medo.
É alto de monte.
Deserto.
Um vazio.
Morando em mim Tu me aqueces.
Me ensina a ser livre.
Santo Espírito me enche de alegria
29 de maio de 2011
O vencedor - Marcelo Camelo
Olha lá quem vem do lado oposto
e vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo,
mas não deixa ninguém ver
Por que será ?
Eu que já não sou assim
muito de ganhar,
junto as mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz.
e vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo,
mas não deixa ninguém ver
Por que será ?
Eu que já não sou assim
muito de ganhar,
junto as mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz.
22 de abril de 2011
Opção
Me foi tirada a oportunidade.
Me foi tirada a palavra.
Me foi tirada a crítica.
E repetem, repetem, repetem,
Indefinidamente.
Já repeti, muitas vezes.
Inevitavelmente, repetirei
outras.
A cópia é mais fácil.
Não pensar.
Imitar.
Me foi dado o confronto.
Me foi dada a reflexão.
Me foi dado o propósito.
...
...
...
Explicar é árduo.
Pensar.
Criar.
Essa é minha luta diária.
Algo precisa morrer
Porque algo precisa nascer.
Morrer para a dor,
para a injustiça,
para o silêncio,
para o mal.
Nascer para o amor,
para o outro,
para a palavra.
Me foi tirada a palavra.
Me foi tirada a crítica.
E repetem, repetem, repetem,
Indefinidamente.
Já repeti, muitas vezes.
Inevitavelmente, repetirei
outras.
A cópia é mais fácil.
Não pensar.
Imitar.
Me foi dado o confronto.
Me foi dada a reflexão.
Me foi dado o propósito.
...
...
...
Explicar é árduo.
Pensar.
Criar.
Essa é minha luta diária.
Algo precisa morrer
Porque algo precisa nascer.
Morrer para a dor,
para a injustiça,
para o silêncio,
para o mal.
Nascer para o amor,
para o outro,
para a palavra.
25 de fevereiro de 2011
PROJETO ANGOLA 2011
Depois de passaportes, passagens, malas, sustento, vacinas, autorizações, horas de avião e malas, conseguimos chegar em Luanda. No aeroporto de Luanda, fomos recebidos pelo Pastor Henrique e alguns estudantes. Os estudantes nos prepararam um almoço com todo carinho e, apesar do cansaço, estivemos num momento muito agradável com eles.
Logo no 1º dia, nos deparamos com a realidade difícil de Angola ao andar pelas ruas e conversar com alguns estudantes: falta de estrutura básica (água, luz, comida), uma das maiores desigualdades sociais do mundo, corrupção, opressão política etc. Apesar disso doer por dentro, fiquei muito grata ao conhecer a alegria e a força dos angolanos.
Angola é um país muito alegre e acho que descobri de onde veio a animação do brasileiro. Eles consomem a nossa música, política, comunicação etc. Fiquei surpreendida por isso e, ao mesmo tempo, indignada porque o Brasil não sabe disso. O Brasil é admirado por Angola e um exemplo que eles querem seguir.
Nosso mês em Angola começou com Treinamento intensivo com estudantes cristãos que conheceram o Alfa e Ômega lá desde 2009. Nossa intenção foi capacitar os estudantes para consolidarem um movimento espiritual em Angola. Nas aulas fiquei perplexa com tamanha dedicação e inteligência da parte deles. É admirável! Foi fantástico ver o crescimento deles e ve-los tomando decisões importantes por causa do que ouviam nas nossas aulas.
Na 2ª semana, fomos aos campi da Universidade Agostinho Neto. Os estudantes tiveram a oportunidade de colocar em prática as estratégias evangelísticas aprendidas e pudemos vivenciar experiências únicas. Conversar com os angolanos é algo fácil, pois eles são muito abertos e sedentos. Além disso, ouviam com paciência tudo o que falávamos. Nunca tinha visto na minha vida pessoas praticamente fazendo fila para serem evangelizadas. Nós tínhamos aproximadamente 10 segundos de pausa entre um evengelismo e outro. Nunca tinha ficado com a boca doendo de tanto falar. Graças a Deus por isso!
Pudemos conhecer um casal de brasileiros e o ex-ministro de Angola, um homem cristão e comprometido com a reconstrução de Angola. Conversar com o Dr.Veloso foi um tempo precioso de ouvir histórias duras e tristes sobre Angola, mas um tempo também de ganhar esperança e motivação para orar por esse povo. Deixo aqui uma frase dele: "Eu sei que Angola será outra quando seus líderes se voltarem para Deus".
Na 3ª e 4ª semanas continuamos com o Treinamento Básico e fizemos também um Treinamento de Liderança muito legal. Foi muito bom conhecer tantas pessoas agradáveis e com o coração voltado pra Deus. Muitos estudantes tinham que se deslocar por 2 horas para participar do treinamento e eles faziam isso com alegria no rosto.
No último dia, realizamos uma Tarde Especial, onde prestamos culto a Deus por tudo o que ele nos proporcionou. Foi emocionante ver todas aquelas pessoas se comprometendo com a transformação de Angola através do evangelho. Nesse dia, nos despedimos dos estudantes e foi difícil ve-los pela última vez.
O que alegra meu coração é saber que o mesmo Pai que cuida de mim é o Pai que cuida deles. Sei que Deus os sustentará em tudo o que eles precisarem e que o amor que Ele tem por Angola vai mover pessoas comprometidas com a transformação daquele lugar.
Passar 1 mês em Angola me fez dar muito mais valor as coisas essenciais da vida, a amar e querer lutar mais pelo meu país, a ser mais humilde e simples como os angolanos, a dar o meu melhor pra Deus. Meus limites foram testados até o máximo e Cristo me tomou nos braços e enxugou minhas lágrimas nos momentos difíceis, mas Ele também pulou de alegria comigo nos momentos de vitória.
Nada mais posso dizer além de OBRIGADA.
Vídeo do Projeto: http://www.youtube.com/watch?v=4xcR1WvS38o
Fotos no meu facebook: http://www.facebook.com/?ref=home#!/profile.php?id=1165220698
30 de dezembro de 2010
Partindo...
Obrigada a todos que se importaram comigo e com o Reino de Deus nos últimos meses. O investimento financeiro e espiritual de vocês foi e continuará sendo essencial para que esse Projeto aconteça. A batalha foi árdua e vocês fizeram grande diferença na minha vida.
Viajo dia 02/1 para São Paulo, às 6h e lá esperaremos pelo nosso voo para África do Sul que sérá às 19h. Chegando na África do Sul, aguardaremos pelo último voo que é para Luanda, capital de Angola. Ao chegar lá, teremos 2 dias de treinamento transcultural para então podermos de fato entrar em contato direto com os angolanos.
Nossa comunicação não será tão frequente, mas nos comunicaremos por Skype, twitter e pelo blog.
Blog: www.alfaeomega.org.br/projetoangola
Skype: carolinebotelho1
twitter: @nanocarol
Uma ótima entrada de ano para todos!
Até breve!
Amo vocês.
Até que cada estudante angolano conheça alguém que verdadeiramente segue a Cristo.
Viajo dia 02/1 para São Paulo, às 6h e lá esperaremos pelo nosso voo para África do Sul que sérá às 19h. Chegando na África do Sul, aguardaremos pelo último voo que é para Luanda, capital de Angola. Ao chegar lá, teremos 2 dias de treinamento transcultural para então podermos de fato entrar em contato direto com os angolanos.
Nossa comunicação não será tão frequente, mas nos comunicaremos por Skype, twitter e pelo blog.
Blog: www.alfaeomega.org.br/projetoangola
Skype: carolinebotelho1
twitter: @nanocarol
Uma ótima entrada de ano para todos!
Até breve!
Amo vocês.
Até que cada estudante angolano conheça alguém que verdadeiramente segue a Cristo.
21 de dezembro de 2010
Preparativos para Angola - parte II
Falta um pouco mais de 1 semana para a minha viagem e todos as coisas tem cooperado até aqui para o meu bem. Falta pouco para eu completar meu sustento, as passagens já estão compradas e o visto quase saindo. Às vezes parece que é mentira que todas as coisas difíceis foram resolvidas. Apesar da parte financeira ser fundamental para eu me manter lá, quero refletir sobre outra coisa.
Eu e meus amigos estamos indo para um país castigado pela guerra civil que durou até poucos anos atrás. Além disso, a economia de lá é péssima e por isso as pessoas são tão miseráveis. Nós reclamamos da corrupção no Brasil, mas a corrupção em Angola é 10 vezes pior. Não poderia esquecer também das várias doenças que consomem a população como a AIDS, Malária, Cólera, Febre Amarela etc. Diante disso tudo e muito mais, nós enxergamos esperança e transformação para essa nação.
Nossa declaração de visão é : "Trabalhar pela reconstrução de Angola através da consolidação de um movimento espiritual liderado por estudantes angolanos". Os estudantes do Movimento Estudantil Alfa e Ômega, iniciado lá em 2009, estão super empolgados com a nossa chegada e vamos oferecer a eles todas as ferramentas necessárias para que um movimento espiritual se consolide e através da vida deles, os futuros líderes da nação, Angola seja transformada.
Castro Alves, poeta consagrado pelos escravos negros, tem uma poesia que se chama Vozes D'África, que termina assim:
"Cristo! embalde morreste sobre um monte
Teu sangue não lavou de minha fronte
A mancha original.
Ainda hoje são, por fado adverso,
Meus filhos - alimária do universo,
Eu - pasto universal...
Hoje em meu sangue a América se nutre
Condor que transforma-se em abutre,
Ave da escravidão,
Ela juntou-se às mais...irmã traidora
Qual de José os vis irmãos outrora
Vendem seu irmão.
Basta, Senhor! De teu potente braço
Role através dos astros e do espaço
Perdão pr'a os crimes meus!
Há dois mil anos eu soluço um grito...
escuta o brado meu lá no infinito,
Meu Deus! Senhor, meu Deus!!... "
Nós somos a geração que responde a Castro Alves. Respondemos que o Cristo que um dia morreu no monte lavou sim a mancha original de todos aqueles que creem nEle e o recebem; que nós, latino-americanos, somos seus irmãos e não os trairemos, mas levaremos justiça; e que Deus não quer puni-los, mas salvá-los, cessando com os gritos ecoados por todos esses anos.
Surgirá luz do meio do caos!
Eu creio nisso!
Eu e meus amigos estamos indo para um país castigado pela guerra civil que durou até poucos anos atrás. Além disso, a economia de lá é péssima e por isso as pessoas são tão miseráveis. Nós reclamamos da corrupção no Brasil, mas a corrupção em Angola é 10 vezes pior. Não poderia esquecer também das várias doenças que consomem a população como a AIDS, Malária, Cólera, Febre Amarela etc. Diante disso tudo e muito mais, nós enxergamos esperança e transformação para essa nação.
Nossa declaração de visão é : "Trabalhar pela reconstrução de Angola através da consolidação de um movimento espiritual liderado por estudantes angolanos". Os estudantes do Movimento Estudantil Alfa e Ômega, iniciado lá em 2009, estão super empolgados com a nossa chegada e vamos oferecer a eles todas as ferramentas necessárias para que um movimento espiritual se consolide e através da vida deles, os futuros líderes da nação, Angola seja transformada.
Castro Alves, poeta consagrado pelos escravos negros, tem uma poesia que se chama Vozes D'África, que termina assim:
"Cristo! embalde morreste sobre um monte
Teu sangue não lavou de minha fronte
A mancha original.
Ainda hoje são, por fado adverso,
Meus filhos - alimária do universo,
Eu - pasto universal...
Hoje em meu sangue a América se nutre
Condor que transforma-se em abutre,
Ave da escravidão,
Ela juntou-se às mais...irmã traidora
Qual de José os vis irmãos outrora
Vendem seu irmão.
Basta, Senhor! De teu potente braço
Role através dos astros e do espaço
Perdão pr'a os crimes meus!
Há dois mil anos eu soluço um grito...
escuta o brado meu lá no infinito,
Meu Deus! Senhor, meu Deus!!... "
Nós somos a geração que responde a Castro Alves. Respondemos que o Cristo que um dia morreu no monte lavou sim a mancha original de todos aqueles que creem nEle e o recebem; que nós, latino-americanos, somos seus irmãos e não os trairemos, mas levaremos justiça; e que Deus não quer puni-los, mas salvá-los, cessando com os gritos ecoados por todos esses anos.
Surgirá luz do meio do caos!
Eu creio nisso!
3 de dezembro de 2010
Preparativos para Angola - parte I
Nos últimos meses minha fé ficou mais "sarada" (hehe) e vou relatar um pouquinho disso nos próximos dias.
No SETREL (Seminário de Treinamento de Líderes) Campo Grande, em setembro, Deus me desafiou a ir ao Projeto Angola em janeiro de 2011, um dos projetos missionários do Alfa e Ômega. De início, eu resisti um pouco, afinal, esse Projeto custa $3.000. Além disso, meu pai que mora em Natal se casaria em fevereiro. Pensei em ir para o Projeto Sertão que é muito mais perto de Natal e muito mais barato também. Dessa forma, juntaria o últil ao agradável.
Lá no SETREL pude ouvir uma palavra desafiadora da Liege, uma missionária do AeO, que disse para nós não desconfiarmos da fidelidade de Deus e para não deixarmos de ir nos Projetos por causa do dinheiro. Pude refletir e perceber que, lá no fundinho, eu não tinha optado por Angola por causa do grande desafio de levantar $3.000, aproximadamente, R$5.100.
No meu ativismo e medo desenfreados, antes mesmo de me inscrever no Projeto, fiz muitas cartinhas que explicavam a nossa visão e saí distribuindo para todos os meus conhecidos possíveis. Eu pensava..."Para conseguir esse valor, preciso entregar minha cartinha para X pessoas, senão, matematicamente, será impossível conseguir esse valor. Preciso correr". Além disso, coloquei meu currículo em várias lojas para trabalhar no Natal.
Como é fácil esquecer que Deus não funciona de acordo com a nossa lógica e a nossa matemática. Apesar de o meu currículo ser bom, nenhuma das 15 lojas onde pus meu currículo me chamaram para trabalhar. Deus fez questão de me dizer que eu não precisaria de esforços humanos para conseguir o sustento e que eu precisava olhar para alguns caras da Bíblia e aprender mais sobre fé, oração e ação.
Em um dos meus discipulados, estudei sobre Neemias e vi como precisava imitá-lo. Neemias, ao ver que seu povo estava num momento difícil, orou; teve fé que Deus os abençoaria, se eles O buscassem; e agiu, indo até sua cidade natal para reconstruir os muros. Olhando para ele, percebi que tendo a agir demais e orar de menos.
Passei a depositar minhas orações, aflições e medos diante de Deus e a agir segundo os seus propósitos. O desespero que antes tomava conta do meu coração se transformou em paz e confiança. Fico impressionada ao ver como o sustento está chegando de uma forma surreal. Uma vez até falei para Deus: "Mas Deus...eu nem estou fazendo nada. Como pode o sustento estar chegando?" Hahaha. Imagino Deus com um sorrisinho de lado vendo o tamaninho da minha fé.
Algo que me marcou muito foi o Congresso de Mocidade Presbiteriana que aconteceu em novembro, onde me deram a oportunidade de compartilhar sobre o Projeto. Fiquei tão feliz ao ver pessoas me procurando para saber mais sobre o Alfa e Ômega, para ofertar, para dizer que iriam orar por mim e me ajudar. Eu realmente fiquei pasma com tamanho acolhimento e preocupação.
Olhando pra mim hoje, não sei como posso estar tão tranquila às vésperas da minha viagem e com uma grande quantia ainda faltando. Mas sabe...o meu coração está cheinho de confiança dada pelo próprio Deus. Afinal, o que são $3.000 para Ele. Nada! Foi Ele quem me chamou. Não preciso duvidar da sua fidelidade.
No SETREL (Seminário de Treinamento de Líderes) Campo Grande, em setembro, Deus me desafiou a ir ao Projeto Angola em janeiro de 2011, um dos projetos missionários do Alfa e Ômega. De início, eu resisti um pouco, afinal, esse Projeto custa $3.000. Além disso, meu pai que mora em Natal se casaria em fevereiro. Pensei em ir para o Projeto Sertão que é muito mais perto de Natal e muito mais barato também. Dessa forma, juntaria o últil ao agradável.
Lá no SETREL pude ouvir uma palavra desafiadora da Liege, uma missionária do AeO, que disse para nós não desconfiarmos da fidelidade de Deus e para não deixarmos de ir nos Projetos por causa do dinheiro. Pude refletir e perceber que, lá no fundinho, eu não tinha optado por Angola por causa do grande desafio de levantar $3.000, aproximadamente, R$5.100.
No meu ativismo e medo desenfreados, antes mesmo de me inscrever no Projeto, fiz muitas cartinhas que explicavam a nossa visão e saí distribuindo para todos os meus conhecidos possíveis. Eu pensava..."Para conseguir esse valor, preciso entregar minha cartinha para X pessoas, senão, matematicamente, será impossível conseguir esse valor. Preciso correr". Além disso, coloquei meu currículo em várias lojas para trabalhar no Natal.
Como é fácil esquecer que Deus não funciona de acordo com a nossa lógica e a nossa matemática. Apesar de o meu currículo ser bom, nenhuma das 15 lojas onde pus meu currículo me chamaram para trabalhar. Deus fez questão de me dizer que eu não precisaria de esforços humanos para conseguir o sustento e que eu precisava olhar para alguns caras da Bíblia e aprender mais sobre fé, oração e ação.
Em um dos meus discipulados, estudei sobre Neemias e vi como precisava imitá-lo. Neemias, ao ver que seu povo estava num momento difícil, orou; teve fé que Deus os abençoaria, se eles O buscassem; e agiu, indo até sua cidade natal para reconstruir os muros. Olhando para ele, percebi que tendo a agir demais e orar de menos.
Passei a depositar minhas orações, aflições e medos diante de Deus e a agir segundo os seus propósitos. O desespero que antes tomava conta do meu coração se transformou em paz e confiança. Fico impressionada ao ver como o sustento está chegando de uma forma surreal. Uma vez até falei para Deus: "Mas Deus...eu nem estou fazendo nada. Como pode o sustento estar chegando?" Hahaha. Imagino Deus com um sorrisinho de lado vendo o tamaninho da minha fé.
Algo que me marcou muito foi o Congresso de Mocidade Presbiteriana que aconteceu em novembro, onde me deram a oportunidade de compartilhar sobre o Projeto. Fiquei tão feliz ao ver pessoas me procurando para saber mais sobre o Alfa e Ômega, para ofertar, para dizer que iriam orar por mim e me ajudar. Eu realmente fiquei pasma com tamanho acolhimento e preocupação.
Olhando pra mim hoje, não sei como posso estar tão tranquila às vésperas da minha viagem e com uma grande quantia ainda faltando. Mas sabe...o meu coração está cheinho de confiança dada pelo próprio Deus. Afinal, o que são $3.000 para Ele. Nada! Foi Ele quem me chamou. Não preciso duvidar da sua fidelidade.
23 de novembro de 2010
Amizades Espirituais

Earl C. Willer conta a história de Jim e Phillip, dois meninos que cresceram juntos e se tornaram melhores amigos. Atravessaram a adolescência e a juventude juntos, e depois de formados na universidade decidiram ser tornar marines, os fuzileiros navais norte-americanos. Pro uma casualidade rara, foram enviados para a Alemanha e lutaram lado a lado em uma das mais cruéis batalhas da Segunda Guerra Mundial. No meio da batalha, sob fogo cruzado, explosões e muitas perdas, receberam ordem do comandante para que recuassem. Enquanto corriam em fuga, Jim percebeu que Phillip não estavam com os que voltavam. Entrou em pânico, pois sabia que se Phillip não retornasse em um dois minutos, provavelmente nunca mais o faria. Pediu ao comandante para que o deixasse voltar para buscar o amigo, mas não obteve permissão, sob a justificativa de que seria suicídio.

Arriscando a própria vida, Jim desobedeceu à ordem e voltou ao encontro de Phillip. Com o coração quase explodindo e sem fôlego, sumiu entre a fumaça, gritando pelo nome do amigo. Poucos instantes depois, tinha o amigo ferido nos braços, e tudo quanto conseguiu foi presenciar o último suspiro de vida de Phillip.
Ao regressar para juntar-se aos outros soldados, o comandante estava aos berros. Dizia que aquele fora um ato impensado, tolo, inconseqüente e inútil. “Seu amigo estava morto, e não havia nada que você pudesse fazer.” ”O Senhor está errado”, replicou Jim. “Cheguei a tempo. Antes de morrer, suas ultimas palavras foram: ‘Eu sabia que você viria’”.Esta
história pequena e verídica, registrada por John Maxwell em seu livro “The theasure of a friend”, conduziu-me a muitas reflexões a respeito da amizade genuína e despertou em mim alguns sentimentos extraordinários. Vivemos a era da tecnologia, em que o valor de todas as coisas deriva de sua funcionalidade e eficiência. Tudo ao nosso redor vai aos poucos se tornando maquina de manipulação a serviço de nosso conforto e conveniência. Experimentamos um tipo
de tecnostress, tentando equilibrar uma parafernália eletrônica que nos oprime com sues botões e suas falsas promessas de facilitação e simplificação da vida.A maneira que nos relacionamos com os objetos é transferida para as pessoas. Organizamos a agenda como quem ajeita um painel de controle, colocando cada pessoa num lugar de fácil acesso, do outro lado de um botão de celular ou a alcance da mão, na exata distância entre o mouse e a remessa do e-mail. Pessoas que acionamos quando bem desejamos ou dela necessitamos. Pessoas que se tornam biotecnoparafernálias com a missão literal de funcionar para nos suprir e servir.
Talvez de tão acostumados a interagir com secretárias eletrônicas já não saibamos o que fazer, com que tom falar, com que dosagem de afetividade temperar a fala quando alguém de carne que osso nos atende. E assim vamos tocando os dias: maridos usando esposas, filhos usando pais, patrões usando funcionários, pastores usando seus rebanhos, empreendedores usando seus clientes, numa fila interminável de relacionamentos utilitaristas, que acontecem dinâmica de um vice-versa sem fim.
Com isso, perdemos a capacidade de estar ao lado desinteressadamente mesmo quando a única coisa que se pode fazer é estar ao lado. Manipuladores de máquinas, formos mordidos pelo vírus da onipotência que a tudo pretende fazer funcionar, e já não admitimos que há momentos na vida dos quando tudo o que podemos fazer é estar ao lado e ouvir: ”Eu sabia que você vivia”.

Larry Crabb fala sobre a comunidade como “o lugar mais seguro da Terra”, e diz que nos tornamos consertadores – não podemos suportar um problema a respeito do qual nada podemos fazer. Nossa preocupação é melhorar as coisas. Ouvimos desabafos e confissões entre lágrimas e os rotulamos como se fossem problemas a resolver. Ocupamo-nos em diagnosticar, abrimos nossas maletas de frases feitas e chavões como quem saca ferramentas, tecnobisturis para consertar tecnopessoas que recebemos não para abraçar, mas para estender sobre o balcão da pseudo-oficina psico-espiritual.
Chega de campanhas políticas, apelos institucionais, convocações para a “obra do Senhor”, atividades religiosas e frenesi expansionista. Já é hora de pagar o preço, qualquer que seja ele, diz Crabb, de fazer parte de uma comunidade espiritual, e não uma organização eclesiástica. Já é hora de nos lembrarmos que “não sois máquinas, homens é que sois”, como profetizou a pedra chamada Chaplin. Quero amigos. Amigos que voltem ao de batalha e arrisquem a vida por mim. Amigos que voltem ao campo de batalha e arrisquem a vida por mim. Amigos que me tomem nos braços, ainda que seja quase tarde. E quero viver a altura de cada um deles.

Ed Rene Kivitz
1 de novembro de 2010
Homenagem à vovó
Geralmente, as pessoas fazem homenagens para as outras somente após a morte delas. Mas eu não quero que isso aconteça com a minha avó. Longe de mim achar que ela está próxima da mesma, mas gostaria de fazer isso enquanto há tempo.
Vovó Luiza...é assim nós a chamamos!
Mas quando ela nos pergunta, temos que dizer que nós, netos, somos "lindas(os) da vovó".
Mesmo que agora ela ache que só o Vinícius, neto mais novo (9 anos), seja seu lindo, todas nós somos também!
Luiza Botelho Louro, 84 anos de pura sabedoria e vitalidade.
Quem acha que ela está velha, está enganado. A surdez é o único sinal de que a idade chegou. Fora isso, é um "broto", como ela diz pra gente.
A minha avó cresceu em lar humilde, na roça, mas desde criança foi ensinada a buscar a Deus e seus princípios. Ela e meu avô passaram isso para minha mãe e hoje estou aqui também, conhecendo o melhor de todos os caras: Jesus.
A minha avó troca os nomes de todo mundo, os nomes de mercado, os nomes de carro, mas ela nunca esquece das coisas importantes. Ela sempre quer passar pra todo mundo tudo o que ela acha edificante. Ela estuda dia e noite a Bíblia, faz resumos, tira xerox do que ela acha legal e entrega pras pessoas.
Tá certo que, por conta de sua hitória, ela tenha opiniões bem fortes e definidas parecendo ser meio durona, mas também tem um coração de ouro e, às vezes, até mole que é capaz de dar a roupa do corpo pra ajudar qualquer um.
Foi ela quem me ensinou a comer farofa de couve, de cebola e de tanajura. Foi ela quem não me deixou comer presunto e pizzas cheias de ketchup e nem beber tanto Nescau e refrigerante. Segundo ela, tudo isso é "porrrrrrcaria" e essas "tintas" (molhos de todos os tipos) não fazem bem pra ninguém, rs.
Além de cozinhar, ela faz cachecóis maravilhosos, croché, tricô, escreve, lê, tem uma ótima memória e, por isso, gosta de contar muitas histórias. Se algum dia você vier à minha casa, arranje tempo para ouvir pelo menos uma história dela. Ela não se cansa, acredite. Uma hitória puxa mil outras.
A minha avó sempre quer o nosso bem e ver o legado que ela deixou é fascinante. Não sei se ela tem consciência disso, mas, se eu estivesse no lugar dela, teria muito orgulho da vida que ela construiu e da educação que ela deu pras suas filhas e netos.
Vamos ver até quando ela vai construir coisas importantes e eternas. Agora, vamos continuar curtindo as tagarelices da D. Luiza. Há pelo menos 20 anos, ela diz que vai morrer logo logo, mas eu acredito que ela ainda vai chegar aos 100!
26 de outubro de 2010
De quando te achei
Encontro - Maria Gadú
Sai de si,
Vem curar teu mal,
Te transbordo em som,
Põe juízo em mim.
Teu olhar me tirou daqui,
Ampliou meu ser,
quero um pouco mais,
não tudo...
Pra gente não perder a graça no escuro.
No fundo...
Pode ser até pouquinho, sendo só pra mim
Sim.
Olhe só como a noite
Cresce em glória
E a distância traz nosso amanhecer.
Deixa estar que o que for pra ser vigora.
Eu sou tão feliz,
Vamos dividir
Os sonhos...
Que podem transformar o rumo da história.
Vem logo...
Que o tempo voa como eu,
Quando penso em
Você.
20 de setembro de 2010
Atada
15 de agosto de 2010
Sensações

Vc já parou pra pensar nas sensações que vc tem sobre a vida, sobre o seu cachorro, a sua mãe, um amigo etc?
Um dia desses estava me lembrando de uma viagem que fiz em 2009 para Fortaleza e é impressionante como a medida que lembrava de pessoas, situações, objetos, eu conseguia ter a exata sensação que tive naquele ano. Lembrei de como o meu coração ardia por querer levar uma solução de vida para pessoas, de como eu curti algumas tardes com amigas na piscina ou, simplesmente, da cama torta que dormi durante 1 mês.
Enquanto minha mente passeava pelo solo cearense, o que mais me chamou atenção não foram só as situações, os objetos e pessoas, mas a sensação que a minha mente teve de todas aquelas coisas. Percebi isso também ao olhar um casal de amigos que casou e que é tão fofo que gera uma sensação boa por dentro.
Fiquei pensando, pensando e acho que posso afirmar uma coisa: as nossas sensações nos movem (ou nao, rs). Enfim, as nossas sensações nos fazem ter uma dimensão da vida e essa dimensão, consequentemente, nos leva a ter ou não determinadas atitudes.
Muitas coisas que geravam um calorzinho gostoso no meu coração em 2009 esfriaram um pouco ao longo desse mesmo ano e essa falta de sensação ou a presença de uma nova sensação me fez ficar um pouco paralisada, por exemplo.
Mas sabe...pensando mais um pouco...acho que posso afirmar mais uma coisa: muitas dessas sensações (senão todas) são sensações que podemos decidir sentir .
Por que o meu coração não pode mais sentir um calorzinho ao ver uma pessoa precisando de ajuda? Talvez porque eu tenha decidido ocupar a minha agenda com coisas voltadas pro meu próprio crescimento me impedindo de ver a necessidade das pessoas à minha volta.
Por que eu entro em crise com a minha Faculdade? Talvez porque eu tenha decidido esquecer o presente que é estudar numa faculdade como a minha e como eu posso fazer coisas grandes lá, mesmo que o meu curso não me anime tanto.
Por que?
Eu quero decidir lembrar de cada sensação boa gerada no meu coração pelas pessoas, pelo mundo, pela vida. Eu não quero que a minha vida diminua as suas dimensões, mas quero que ela aumente.
Eu decido sentir amor, sentir compaixão, sentir solidariedade. Do contrário, seria impossível amar alguém que me faz mal; sair do conforto da minha casa, ir para outro lugar com a simples esperança de ver alguém conhecendo Jesus; terminar uma faculdade tão pouco valorizada; deixar de olhar os meus interesses para olhar os interesses das outras pessoas; ultrapassar um sistema tão humilhante e limitador que rege a sociedade.
Qual é a sua sensação? Qual a sensação que vc decide ter?
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